NEBLINA

DISTOPIA.

Texto de Luiz Felippe Cruz e Camila Marchiori.

O tema disposto nesta Mostra pode ser dado e interpretado até na comum relação de entendimento que todos já conhecem por Distopia desde a criação inevitável da Literatura, do Cinema com ângulos fantásticos. Dos quadrinhos de heróis principalmente. No AcidJazz diante de sua descontinua proposta criativa e nas categorias filosóficas que não explicam mais a existência, mas balbuciam o futuro tão presente colado num imaginário estanque. Nas Artes Plásticas, especificamente pós anos 60, 70 das performances, instalações e experimentos. Nas mais diversas traduções com convivência forçada ao que é estranho.

 Ao hibridismo possível de homem, máquina ideal e suborno. Contudo, deparamos aqui na mostra com sutis questões evidenciadas uma leitura da Diatópica dentro da oportunidade dos tempos “colados” de hoje surtindo as seguintes reflexões: O que será ainda mais urgente diante da estimada condição de colapsos que a Distopia oferece (?). Quais e como pensar as Urgências de sobre um mundo próximo de seu fim ou de transformações escusas (?). Se nas Urgências como elemento revelador da Distopia existir de fato, existiria uma hierarquia neles para ser “televisionado” ou pulverizado pelas Mídias talvez nas formas de Filmes, Músicas, Danças, Imagens dentre outros(?). E preciosamente! O que podemos afirmar mesmo que sem respostas as questões acima(?)

A própria confusão e a inevitável negação de uma fagulha de êxito humano com a garantia que mesmo naquela distopia ou “nesta distopia” a plataforma mínima de um dialogo do “mundo” sutilmente estranho na nossa atual vigência arrogante existe por um fim somente: Pelas Vias Poéticas das formas retorcidas, das sobras como silhuetas, das existências e artificiais propulsoras de esperanças que reunidas por um fio de sensibilidade, asseguram reflexão perante aos escombros, deslizes, sumiços de imagens, amnesias sociais, paralelismos de pensamentos e experiências, lugares artificiais mas honestamente incríveis. Apreciação de Geografias não recomendadas (Chernobyl e ). Musicas confluente que se tornam outras canções. Uma miríade de acontecimentos que atropelados de noticias uma sobre a outra, amorfa toda a sociedade em alegorias ou velhas vitrines pop e dimensionamentos até inexistentes de realização. 

Numa existência fugidia onde falamos para apenas bem mostrarmos uma presença de espirito somente e nada de engajamento e vínculos humanos o que se apresenta como real somada as formas biologias, aromas, perfumes de fato, poses, desgastes, consumos sem sentido, tragédia anunciada como alerta de nunca mais, fotos com vertigens de poder ao atender um telefonema de hall de grande lugar sem dono. Semblante de gestão competente sem mando real e até barro mole puído de tristezas como condição irônica de embelezamento daqueles que morreram e nem seus números foram encontrados diante das tecnologias que rastreiam até DNA de alienígenas! Esta aqui a linha onde o absurdo ainda se faz existir como prova de nossos verdadeiros limites humanos como baluartes numa galeria debaixo de uma avenida abarrotada de direções escolhida por uma Trip de artistas aqui que escrevem debaixo do asfalto acontecimentos que rogam por providencia e não cansaço por excessos. Lógico, que em cada obra encontraremos o tema, mas “adaptado” ao comum lembrando que mesmo que tudo falhe efetivamente, haverá alguém ainda atravessando as ruas e andando procurando abriga como estes artistas aqui acharam como pedestal.